top of page

INTRODUÇÃO A MISSIOLOGIA I O DESAFIO DA OBRA MISSIONÁRIA ATUAL



"Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia, pois, a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9. 4).


Motivos Da Obra Missionária

A obra missionária significa o privilégio de levar, da parte de Cristo, a mensagem de reconciliação com Deus aos povos que vivem além das nossas fronteiras. Jesus entregou esta incumbência à sua Igreja confiando que ela prontamente atenderia a sua orientação.

O Perigo Iminente Em Que Vivem Os Povos Sem Salvação

Pode-se bem dizer que a expressão bíblica “Livra os que estão destinados à morte” (Pv 24.11), descreve de modo expressivo o significado da obra missionária. Os homens no mundo estão debaixo do juízo de Deus por causa dos seus pecados (Rm 3.9,19; Gl 3.10). Eles estão a caminho da condenação eterna. Jesus porém, pela sua morte na cruz, abriu a porta do perdão, para toda a humanidade (Tt 2.11,12). Por isso, para os que aceitarem aquilo que Jesus fez por eles, não há mais nenhuma condenação (Rm 8.1; Jo 5.24). É portanto indispensável que todos os povos venham a conhecer a possibilidade que têm de alcançar por meio de Jesus, o perdão dos seus pecados.

A Mensagem De Reconciliação

O livro de Ester registra a história do decreto elaborado pelo primeiro ministro Hamã, o inimigo dos judeus, determinando que todos os judeus que viviam nas cento e vinte e sete províncias do reino dos Medos e dos Persas, fossem mortos num mesmo dia, isto é, no dia treze do duodécimo mês daquele ano. Pela intervenção abnegada e corajosa da rainha Ester, o mau Hamã foi desmascarado e castigado diante do imperador Assuero, que consentiu que se elaborasse um novo decreto segundo o qual os judeus teriam o direito de se defenderem. O dia previsto no primeiro decreto para a matança dos judeus estava se aproximando, e eles ainda nada sabiam sobre o novo decreto. Por isso foram tomadas providências para que, em tempo, uma cópia desta nova decisão fosse enviada para todos os judeus, espalhados pelo reino. A história bíblica relata que os correios, sobre ginetes das cavalariças do apressuradamente, saíram impelidos pela palavra do rei (Et 8.14). Assim esta notícia alvissareira chegou a tempo, e “para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra” (Et 8.16), em lugar de tristeza e mortandade.

Deus quer agora, pelo seu Espírito, despertar a sua Igreja para que ela, sem demora, “enquanto é dia” (Jo 9.4) envie-lhes a mensagem da paz e do perdão. A cidade de Nínive estava condenada à destruição, mas o profeta Jonas chegou a tempo com a Palavra do perdão de Deus, e a cidade foi salva (Jn 3). E nós. Qual será a nossa atitude ?

Deus Nos Considera Como Seus Despenseiros

A Bíblia diz que somos “despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pe 4.10), e “despenseiros dos mistérios de Deus” (1 Co 4.1). Ele deu à sua Igreja a incumbência de ministrar aquilo que Deus, pelo evangelho, oferece aos Povos. Se alguém é nomeado tutor de bens de outro, não pode beneficiar-se a si mesmo, mas tem obrigação moral de cuidar que os tutelados venham a receber a sua parte integral. Deus espera que os seus despenseiros sejam fiéis (1Co 4.2), irrepreensíveis (Tt 1.7), e bons (1Pe 4.10).

Este segundo motivo apela seriamente para a nossa consciência, obrigando-nos a avaliar como estamos cumprindo a nossa responsabilidade. Vez por outra Deus diz aos seus despenseiros: “Dá contas da tua mordomia” (Lc 16.2). Diante da nossa responsabilidade pelos povos, Deus nos pergunta hoje: Onde está o teu irmão? (Gn 4.9). Ele faz esta pergunta porque tem posto sobre nós esta responsabilidade. Caro estudante! Tens tu sentido a chamada e a responsabilidade de cooperar nesta obra? Onde está o teu irmão? Já fizeste tudo por ele ?

A Grande Responsabilidade Dada Aos Crentes

A grande responsabilidade que pesa sobre os crentes conscientes da situação dos perdidos é deveres reais.

O fato que está registrado em At 16.6 ocorreu por ocasião da segunda viagem missionária de Paulo.

Depois de ter fundado várias Igrejas e visitado outras, Paulo regressou à Jerusalém onde foi tratar de assuntos referentes à obra do Senhor. Pretendendo partir para uma segunda viagem missionária, era seu propósito visitar as Igrejas já fundadas e levar palavras de estímulo e confiança aos crentes.

Mas o plano de Deus era bem outro, e por essa razão os planos de Paulo foram modificados. Paulo, nessa viagem, foi despertado por uma visão na qual ele viu um homem da Macedônia clamando: “Passa à Macedônia e ajuda-nos” (At 16.9). Este homem representava as multidões que viviam na Europa, inteiramente dominadas pelo mais cruel paganismo. Quando Paulo o viu, concluiu que Deus o havia chamado para anunciar àqueles povos a palavra (At 16.10). Por isto ele logo providenciou transporte para lá. A atitude de Paulo é mais um belo exemplo para todos nós. Ele viu o resultado da obediência ao plano divino.

O Motivo Que Paulo Apresentou Aos Romanos

Paulo desejava ir a Roma porque, disse ele, “Sou devedor”. E acrescentou: “Estou pronto para também vos anunciar o evangelho” (Rm 1.14,15). Nós, que tivemos a nossa dívida cancelada diante de Deus, somos como Paulo, devedores. Devemos aos outros o evangelho que de graça recebemos, isto é, temos responsabilidade pelos que não são salvos. Façamos, pois, tudo para saldar a nossa dívida diante da humanidade, porque a Bíblia diz: A ninguém devais coisa nenhuma, a não ser o amor (Rm 13.8). Com amor poderemos também dizer como Paulo: “Estou pronto” para anunciar o evangelho.


O Maravilhoso Resultado Do Trabalho Missionário

Em Atos lemos como nos rastros da Igreja missionária levantaram-se muitas Igrejas. Na Ásia Menor lemos a respeito das Igrejas em Éfeso, Colossos, Filadélfia, Esmirna, Sardes, etc. Na Europa lemos sobre Tessalônica, Filipos, Corinto etc. Mas temos exemplos muito mais próximos de nós. No Brasil o trabalho foi iniciado pela obra missionária. E o trabalho missionário, realizado pelas Igrejas brasileiras, tem o prazer de ver como várias Igrejas poderosas foram levantadas.

Métodos Do Trabalho Missionário À Luz Do Novo Testamento

Os motivos da obra missionária apresentados, devem impulsionar-nos à ação missionária e não somente fazer-nos parar em palavras e reuniões. Porque uma ação missionária somente se torna vitoriosa se for feita na trilha dos métodos apontados nas Escrituras.

Meditemos Sobre Os Três “Canais Principais” Da Ação Missionária :

a) O envio de missionários ao campo; b) A intercessão com cooperação eficiente; c) A contribuição para o suporte material da obra.

O Envio De Missionários Ao Campo

Paulo escreveu : E como pregarão se não forem enviados ? (Rm 10.15). A Bíblia mostra diferentes formas de se ir ao campo :

a) De forma permanente, enviado pela Igreja, conforme a direção do Espírito Santo (At 13.1-4). Esta forma é indispensável e insubstituível.

b) De forma ocasional. Filipe foi enviado pelo Senhor em uma missão específica, para ajudar o ministro da Etiópia a achar o caminho da salvação (At 8.26-40). Ele obedeceu, e o resultado foi maravilhoso.

c) De forma especial. Em Atos revela que famílias, para ajudarem no trabalho missionário, mudaram-se para o campo junto com os missionários trabalhando na sua profissão secular. Exemplo: Áquila e Priscila (At 18.1-3; 26-28; Rm 16.3,5 etc).


Pessoas dispostas a cumprir o ide de Jesus.


A evangelização mundial é uma tarefa urgente. Trata-se de um trabalho de prazo limitado, que requer ação rápida, iminente e preciosa, temos que encher o mundo com a Palavra da Fé, antes da "meia noite". Este é um trabalho que não pode ser adiado, sob qualquer pretexto.


Evangelização é o mais importante e requer urgência, mais que qualquer outra missão da Igreja. Cada servo de Deus deve compenetrar-se de sua própria responsabilidade. Hoje, pense no que você pode fazer, no que você pode realizar para contribuir com a obra missionária.

O desafio da obra missionária é urgente, por que as portas estão se fechando. Cada dia mais os obstáculos estão surgindo, tentando impedir a divulgação do evangelho, vejamos o que disse Jesus: "E por aumentar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará" (Mt. 24. 12). Enquanto o pecado aumenta, o amor de muitos vai esfriando, o desinteresse em fazer a obra de Deus tem ganhado espaço no meio do povo de Deus, a exemplo disso, estão os "cultos ao ar livre" que estão desaparecendo, cultos que outrora foram instrumentos de Deus, para que muitas almas se convertessem ao Senhor Jesus Cristo, vejamos ainda a freqüência dos cristãos nas congregações, nos cultos de ensino, de oração, etc.

Um dos desafios da Igreja Atual para não parar de evangelizar, é não deixar o amor de Deus esfriar. Glorificamos a Deus, porque Jesus disse que o amor de muitos esfriaria, mas Ele não disse de todos, isso é sinal que haverá um grupo de cristãos que permanecerá com a chama do amor de Deus acesa em seus corações. Leiamos Efésios 5.14 -17. "Qual é a vontade do Senhor?" é a pergunta, a resposta está em II Pedro 3. 9. O Senhor não quer que ninguém se perca, mas que todos venham se arrepender.

Paulo pediu oração a várias Igrejas para que as portas se mantivessem abertas. A Igreja do Senhor necessita possuir visão espiritual para desenvolver um arrojado programa evangelístico, enquanto é possível.

Muitas vezes nos deparamos com cristãos, criticando as TJs (testemunhas de Jeová), mas eles não desistem, estão sempre de portão em portão, vendendo suas literaturas e pregando aquilo que aprenderam, é bem verdade que ensinam a Palavra de Deus distorcida, entretanto, nunca desistem. Temos também, os Mórmons, que gastam seus sapatos, andando de um lado para o outro, pregando aquilo que entenderam ser o evangelho de Cristo. De alguma forma, estão obedecendo algum "IDE", e nós, qual "IDE" estamos obedecendo? Jesus disse: "Se estes se calarem, até as pedras clamarão" (Lc. 19. 40). Quem são estes? São os que vêem as obras de Deus, seus milagres, tem o conhecimento da verdade, provaram as delicias da salvação, mas nada fazem para que outros se juntem a esse banquete de bênçãos, estão de braços cruzados e vendo o tempo passar, então se esses abençoados (nós), se calarem, as pedras (aqueles que criticamos), irão clamar.

Uma jumenta "missionária" por um dia - A frase parece assustadora, mas quando lemos o texto de Números 22. 28-33 não é tão assustadora assim, porque um dia, na história bíblica, Deus já usou uma jumenta para salvar uma vida, a do profeta mercenário Balaão.

Mas é lamentável que nos nossos dias alguém de pouco entendimento, quer fazer disso uma pregação, dando ênfase ao fato de que Deus "usa" até mesmo uma jumenta, mas isso não é honroso para nós, pois Deus tem seus vasos escolhidos para falar sua Palavra, e somos nós, pois já somos salvos, pescadores de homens (Mc. 1.17). Deus já usou de vários meios para realizar sua obra, num momento de urgência Deus usou :

- Uma jumenta para livrar Balaão da morte (Nu. 22. 28). - Uma menina para salvar um grande general (IIRs. 5.2-3). - Um grande peixe, para transportar o missionário fujão (Jn. 1. 17). - Um tronco de uma árvore, para adoçar as águas (Ex. 15. 25). - Usou o sal para purificar o manancial das águas (IIRs. 2. 19-22).

Deus usa aquilo que estiver a mão, quando e como Ele quer. Hoje, porém, não é honroso pregar que Deus usa uma jumenta, mas que possamos dizer como disse Isaías o profeta: "Eis me aqui, envia-me a mim" (Is. 6. 8).

A Intercessão

Embora Paulo orasse muito no seu trabalho (2 Tm 1.3, 1Ts 3.10; Fp 1.4; ele pedia a todas as Igrejas que orassem por ele (Rm 15.30,31; Ef 6.18-20, Fp 1.9). Oração em favor da obra missionária é como o apoio da artilharia à infantaria.


Pessoas dispostas a orar pela obra Missionária.


"Rogai ao Senhor da seara, que mande obreiros para sua seara" (Lc. 10. 2). "Rogai", nessa palavra está explícita a necessidade de oração, a obra da evangelização é urgente e nos obriga a orar. Temos de ir aos pés do Senhor, a fim de clamar por obreiros de valor.

Ninguém pode destruir, a obra construída com jejum, lágrimas e oração. Na oração sentimos qual a vontade de Deus para este mundo. Deixar de lado o compromisso da oração, é abandonar um tesouro incomparável que Deus tem posto a nossa disposição.

Devemos orar para recebermos a capacitação de Deus necessária a fim de sairmos para o campo missionário, e sem essa preparação prévia, ou seja, aqueles que saem de qualquer maneira, correram um o risco de fracassarem em sua missão.

Foi a oração que sustentou os obreiros da Igreja primitiva, ela deu força, coragem e direção a eles. "E tendo eles orado, moveu-se o lugar onde eles estavam reunidos e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus" (Atos 4. 31).

A Igreja orou e Pedro foi liberto milagrosamente da prisão (Atos 12. 5-12). Somente através da oração, os obreiros são sustentados na "luta" ministerial e missionário. O apóstolo Paulo conhecia o poder da oração quando disse à Igreja de Colossos : "Perseverai em oração... orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da Palavra, a fim de falarmos do ministério de Cristo, pelo que estou também preso" (Colossenses 4. 2-3).

A Contribuição

O fator econômico é um meio importante de suporte material da obra missionária, pois os missionários nada tomam dos gentios (2 Jo v.7). A contribuição supre as necessidades do missionário (Fp 4.16-18), como também do trabalho (2 Co 9.12-15). O contribuinte é recompensado (Fp 4.18).

Fiquemos certos de que todo aquele que participar da Obra Missionária, seja qual a forma de contribuição, será participante das bênçãos celestiais, pois nada passa desapercebido aos olhos do Senhor, e é Ele quem tem a recompensa para dar a cada um.


Pessoas dispostas a contribuir para obra Missionária.


"Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiram com todos, segundo cada um tinha necessidade" (Atos 2. 45). Muitos cristãos primitivos venderam as suas propriedades e entregaram o valor correspondente aos apóstolos, em beneficio da obra missionária. Como prova disso lemos a passagem bíblica que registra: "Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que traduzido, é filhos da consolação), levita, natural de Cripre, possuidor de uma herdade, vendeu-a e trouxe o preço e depositou aos pés dos apóstolos" (Atos 4. 36-37).

Oswald Smith, um dos maiores enviadores de missionário do século XX, conhecido por muitos como "Sr. Missões", disse a célebre frase: "A Igreja que não faz missões, breve deixará de ser evangélica". Atualmente, sua Igreja em Toronto, no Canadá, sustenta quase mil missionários em todo mundo, com um orçamento milionário de mais de dois milhões de dólares anuais. O trabalho agora, é liderado pelo seu filho, que o sucedeu, após sua partida para estar com o Senhor das missões.

Não existe outro motivo para a Igreja ainda existir na terra, que não seja missões. É responsabilidade da Igreja local, o ensino e o sustento do missionário no campo.

Foi o próprio Deus, quem estabeleceu que o crente contribuísse, para que o seu povo tenha os recursos suficientes para a expansão do evangelho e manutenção da obra do Senhor.

O Pastor Deiró de Andrade (Pr. de uma Igreja missionária, no Estado de São Paulo), ao apresentar à Igreja as conquistas do campo missionário, tais como: terrenos, prédios e o próprio envio de obreiros para missão, sempre faz a seguinte pergunta : "Os irmão sabem como foi que conseguimos isso?" E em alto e bom som, toda Igreja responde: "Com os nossos dízimos e ofertas".

Entretanto, se você não pode ir, pode contribuir para que o Reino do Mestre Jesus cresça e se fortaleça na face da terra, e para que outros possam ir em seu lugar.

Comentários


  • Instagram
  • YouTube
  • Blogger ícone social
  • w-facebook
  • Twitter Clean

  tomramos727@gmail.com                    CEL 81 983664823

  I.B.R.R - MINISTÉRIO RESGATE ESCOLA DE OBREIROS

bottom of page